Casa Monte

Casa Monte | Projeto Contemporâneo no Condomínio Entreverdes, Campinas

O terreno da Casa Monte não era exatamente simples. Com 2.000m² em aclive pronunciado no Condomínio Entreverdes, em Campinas, ele poderia ter sido tratado como um desafio a ser resolvido. Na IT Arquitetura, escolhemos outra abordagem: torná-lo o elemento central do projeto.

O resultado é uma residência contemporânea de 1.750m² que nasce do próprio terreno, onde o desnível, em vez de ser combatido, organiza os pavimentos, define as vistas e cria uma relação de continuidade entre a arquitetura e a mata nativa que envolve o lote.

O ponto de partida: o terreno como decisão de projeto

O Entreverdes é um condomínio marcado pela topografia, terrenos planos são a exceção, não a regra. O lote da Casa Monte tem aclive que sobe da via de acesso em direção ao fundo, com mata preservada como pano de fundo permanente.

A primeira decisão do projeto foi abraçar o declive em vez de apagá-lo. Isso significou trabalhar com dois planos distintos: um térreo que se abre completamente para a área de lazer nos fundos, e um subsolo integrado que resolve garagem, acesso e serviços sem comprometer a leitura limpa da fachada principal.

Dessa escolha derivou tudo o mais: a forma em L que organiza os fundos em torno da piscina, a cobertura plana com terraço verde que dialoga com a vegetação do entorno, e a fachada que apresenta uma base robusta em pedra natural, como se a casa emergisse diretamente do terreno: coroada por um volume superior em ripado de madeira e concreto.

A fachada: três materiais, uma composição

Vista da rua, a Casa Monte comunica intenção antes mesmo de revelar sua escala. A composição da fachada frontal trabalha com três materiais em diálogo deliberado:

  • A pedra natural na base ancora a casa ao terreno — textura irregular, cor quente, presença física que conecta arquitetura e paisagem
  • O ripado vertical de madeira no volume superior cria ritmo, filtra a luz e aquece a composição sem abrir mão da geometria contemporânea
  • O concreto aparente nas lajes e nos planos laterais define os volumes com precisão, criando o contraste que estrutura a leitura da fachada

A cobertura plana com terraço verde e painéis fotovoltaicos fecha a composição por cima — funcionando como continuidade da vegetação do entorno e como resposta às demandas de sustentabilidade e eficiência energética do projeto.

O ripado de madeira não é decoração — é pele. Ele filtra a luz natural que entra nos dormitórios, cria privacidade sem fechar a fachada e muda de temperatura visual ao longo do dia: quente e chapado na luz direta, profundo e sombreado ao entardecer.

Os fundos: lazer como extensão da arquitetura

Se a fachada frontal é contenida e horizontal, os fundos são o momento de abertura total do projeto. A forma em L da planta cria um abraço natural em torno da área de lazer — a piscina de borda reta, o deck em porcelanato de grande formato e o jardim gramado que se estende até os muros em pedra natural.

Um dos elementos mais particulares do projeto é o pit fire externo rebaixado — uma área de convivência encastrada no nível do deck, com bancos ao redor de uma lareira a céu aberto. É o espaço que ancora as noites no projeto: uma sala de estar ao ar livre, protegida pelas paredes rebaixadas, com vista direta para a piscina e para a mata ao fundo.

Nos fundos, a casa se desdobra. O que na frente é reservado e preciso, aqui é generoso e fluido. O interior se conecta ao exterior através de panos de vidro que desaparecem quando abertos — a sala de estar se torna uma varanda coberta, a varanda se torna jardim.

A pedra natural retorna nos muros perimetrais dos fundos, criando continuidade com a fachada e fechando o perímetro sem impor barreiras visuais. O jardim não termina na casa — a casa termina no jardim.

O interior: luz, continuidade e o ripado como mediador

Vista de dentro para fora, a Casa Monte revela a lógica que governa o projeto inteiro: a continuidade. O piso do living se prolonga sem interrupção até o deck externo. O teto acompanha a laje, sem forros que escondam a estrutura. As aberturas enquadram a mata como se fossem quadros vivos.

O ripado de madeira que domina a fachada aparece internamente nos detalhes — no forro do volume superior, nos painéis que separam ambientes sem fechar o espaço. É o mesmo material visto de dois lados, criando coerência entre dentro e fora sem repetição mecânica.

A luz é o material invisível do projeto. Ela muda ao longo do dia, percorre os ambientes de maneiras diferentes pela manhã e à tarde, e à noite cede lugar à iluminação artificial — que foi projetada para valorizar os mesmos contrastes que a luz natural revela durante o dia.

Detalhe da fachada da Casa Monte com brises verticais de madeira, base em pedra natural, concreto aparente e iluminação valorizando os materiais.
Detalhe da materialidade da Casa Monte: madeira, pedra natural e concreto aparente.

Sustentabilidade integrada ao projeto

A Casa Monte incorpora elementos de sustentabilidade não como adicionais ao projeto, mas como parte da arquitetura. Os painéis fotovoltaicos na cobertura foram posicionados para máxima eficiência sem comprometer a leitura da cobertura verde. O terraço com pedriscos e vegetação reduz a ilha de calor e o escoamento de águas pluviais.

Área de lazer da Casa Monte com piscina, espreguiçadeiras, jardim e arquitetura contemporânea integrada ao terreno no EntreVerdes, Campinas.
Área de lazer da Casa Monte com piscina e integração ao paisagismo.

A orientação do projeto e a escolha do ripado de madeira como pele do volume superior respondem diretamente ao clima de Campinas — protegendo as aberturas dos dormitórios da incidência solar direta sem bloquear a ventilação cruzada.

Perguntas frequentes sobre o projeto

Qual o estilo arquitetônico da Casa Monte?

A Casa Monte é um projeto de arquitetura contemporânea — um estilo dinâmico que combina linhas retas com contrastes intencionais de materiais. No projeto, isso se traduz na combinação de pedra natural, madeira e concreto aparente, com grandes aberturas de vidro que integram interior e exterior.

Como o terreno em aclive foi aproveitado no projeto?

O aclive foi tratado como elemento organizador do projeto, não como obstáculo. Ele permitiu criar dois planos distintos: o térreo social que se abre para os fundos no nível da área de lazer, e o subsolo que resolve garagem e serviços sem aparecer na fachada principal. O resultado é uma casa que emerge do terreno de forma natural.

O Condomínio Entreverdes permite projetos dessa escala?

Sim. O Entreverdes é um dos condomínios de alto padrão de Campinas com lotes a partir de 1.000m², voltados exatamente para projetos residenciais de grande porte. Com 2.000m² de terreno e 1.750m² construídos, a Casa Monte está dentro do padrão do condomínio, que tem na escala e na qualidade arquitetônica dois dos seus principais atributos.

Quais materiais foram usados na fachada da Casa Monte?

A fachada trabalha com três materiais principais: pedra natural na base, ripado vertical de madeira no volume superior e concreto aparente nas lajes e nos elementos estruturais. A cobertura inclui terraço verde com pedriscos e painéis fotovoltaicos integrados.

A IT Arquitetura atende projetos no Entreverdes e em Campinas?

Sim. A IT Arquitetura tem experiência em projetos residenciais de alto padrão em Campinas e região. Cada projeto começa com uma análise detalhada do terreno e das necessidades do cliente.

Entre em contato e conte sobre o seu terreno.

Casa Monte