Campinas – São Paulo

Casa Sorocaba

Fachada contemporânea da Casa Sorocaba em Campinas, com concreto aparente, madeira, vidro, garagem para três carros e paisagismo tropical no Alphaville Dom Pedro II.

Informações do projeto

440 m² em 400 m² de terreno: como é possível?

Projetar 440 m² construídos em um lote de 400 m² exige organização precisa de programa e uma relação muito eficiente entre circulação, áreas sociais, íntimas e de serviço. A solução foi a distribuição vertical em dois pavimentos, aproveitando ao máximo a projeção do lote sem comprometer a área de lazer nos fundos. O térreo concentra as áreas sociais e a integração com o exterior. O pavimento superior abriga a zona íntima, com acesso visual às palmeiras e ao sky do condomínio. A laje intermediária em balanço cria uma proteção natural para o carport e define a transição visual entre os dois volumes — resolvendo em um único elemento estrutural a questão da garagem, da sombra e da composição da fachada.

Fachada: contenção que comunica muito

A primeira impressão é de uma arquitetura que sabe exatamente o que quer dizer. O volume superior avança em balanço sobre a laje intermediária de concreto aparente, revestido internamente com ripado de madeira aquecida que, à noite, transparece pelos grandes planos envidraçados como luz âmbar. A fachada diurna é austera. A noturna, completamente diferente: o calor da madeira filtra pelas lamelas e as palmeiras imperiais emergem como elementos naturais integrados à composição. O carport coberto para três veículos tem painel ripado em madeira como pano de fundo, mantendo a coerência de linguagem sem recorrer a portões convencionais. A escada lateral com iluminação embutida nos espelhos dos degraus é o detalhe que denuncia o cuidado com a experiência de quem chega. A paleta é deliberada: branco, concreto aparente e madeira. Três materiais. Nenhum elemento supérfluo.

O interior que se abre para fora

Toda a fachada social é composta por esquadrias de correr em vidro e perfil preto, do piso ao teto, cobertas por cortinas sheer que filtram a luz e criam um véu de privacidade sem bloquear a conexão visual com o exterior. O efeito à noite é de uma lanterna — o interior iluminado em tonalidades quentes projetando-se sobre a piscina e o deck. A área de convivência externa inclui balcão gourmet com banquetas, mesa de refeições ao ar livre e varanda com sofá integrado à laje — tudo fluido, sem delimitações rígidas entre dentro e fora.

Área de lazer: o espírito resort

Se a fachada entrega contenção, a área de lazer entrega generosidade. A piscina ocupa posição central nos fundos, ladeada por um deck em madeira que acomoda espreguiçadeiras e um sofá ninho arredondado em rattan. A queda d’água lateral com espelho d’água em vidro adiciona movimento e sonoridade ao ambiente — à noite, o efeito se multiplica com a iluminação embutida. Palmeiras imperiais, samambaias e helicônias compõem um paisagismo que remete à atmosfera de resort — deliberadamente distante da frieza dos condomínios convencionais. O projeto não trata a área de lazer como apêndice da casa. Ela é tratada como um cômodo a céu aberto, com a mesma atenção de detalhes do interior.

O jardim lateral: um ambiente à parte

Uma das surpresas do projeto é o jardim lateral, que poderia facilmente ser um espaço residual e se torna, ao contrário, um dos ambientes mais íntimos e cuidados da casa. Um pergolado em madeira maciça estrutura o espaço e cria sombreamento natural. O muro em pedra natural fecha a lateral, e o paisagismo tropical com iluminação rasante cênica confere ao jardim uma atmosfera completamente diferente da área da piscina — mais recolhida, contemplativa. Uma cadeira balanço suspensa em vime completa o ambiente. É o tipo de espaço que convida à leitura e ao descanso em silêncio — e que demonstra que em um projeto de alto padrão, cada metro quadrado do lote tem intenção.

Perguntas Frequentes

É possível construir mais de 100% da área do terreno em uma casa residencial?
Sim, dentro dos limites estabelecidos pelo código de obras e pelo condomínio. A taxa de ocupação (projeção horizontal da construção sobre o lote) é diferente do coeficiente de aproveitamento (área total construída). Em dois pavimentos, é possível ter uma área construída maior que a área do terreno — como na Casa Sorocaba, onde 440 m² foram distribuídos em um lote de 400 m². A chave é a eficiência na organização do programa e o aproveitamento vertical sem comprometer o lazer externo.
A queda d’água com espelho em vidro é uma solução que substitui a parede convencional da queda por uma lâmina de vidro estrutural retroiluminada ou transparente. O efeito é duplo: a água cai sobre o vidro criando um véu em movimento que se torna elemento visual e sonoro do ambiente, e o vidro iluminado à noite adiciona dramaticidade à área de lazer. Na Casa Sorocaba, esse elemento complementa a piscina central com movimento e sonoridade, distinguindo o projeto de soluções convencionais.
O Alphaville Dom Pedro II é um dos condomínios de alto padrão mais reconhecidos de Campinas, localizado no corredor Dom Pedro — região que concentra condomínios premium e boa infraestrutura viária para São Paulo. Com segurança, infraestrutura completa e lotes de tamanhos variados, é um dos endereços de maior valorização da cidade para projetos residenciais contemporâneos.
Cada projeto começa com um estudo aprofundado das diretrizes do condomínio — gabarito, recuos, materiais permitidos e restrições de uso — e das necessidades e estilo de vida do cliente. A partir daí, desenvolvemos o conceito arquitetônico que dialoga com o entorno sem abrir mão da identidade do morador. A Casa Sorocaba é um exemplo: a fachada conversa com o vocabulário do Alphaville Dom Pedro II enquanto a área de lazer entrega uma atmosfera completamente personalizada.

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